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Comunicação: forma de amar
Pr. Fernando Lourenço

Uma das grandes barreiras que impedem um bom relacionamento dentro da família é a falta de COMUNICAÇÃO. Os filhos têm dificuldade em comunicar com os pais, porque, por sua vez, os pais também não se sabem comunicar entre si. Estes, por não terem aprendido com os seus, passaram esta forma errada de estar na vida aos filhos. Assim, de geração em geração, vai sendo transmitida como um estigma familiar a ausência de uma boa e genuína comunicação.

Ao ler a Palavra de Deus em I Pedro 3: 7 “Igualmente, vós, maridos, vivei com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras convosco da graça da vida, para que não sejam impedidas as vossas orações”, chamou-me à atenção a palavra “entendimento” que sublinhei, pois me parece ser a chave para uma boa comunicação. É a falar que a gente se entende, e a falar de acordo com a Palavra de Deus.

Baseado nessa rica e infalível Palavra, aqui vos deixo algumas “dicas” para fazerem funcionar a comunicação na família:

1 – Seja sempre um bom ouvinte e não responda enquanto o outro não terminar de falar.

 

Tiago 1.19 “Todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar e tardio para se irar”. Prov. 18.13 “Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha”

2 – Pense duas vezes antes de falar.
Não seja precipitado ao responder.

Prov.21.23 “O que guarda a sua boca e a sua língua, guarda das angústias a sua alma”.

3 – Fale sempre a verdade, mas fale com amor.
Não se exceda.

Efésios 4.25 “Pelo que deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o próximo, pois somos membros uns dos outros”.

4 – Não se envolva em rixas.
É possível discordar sem causar brigas.

Efésios 4.32 “Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfémias e toda a malícia, sejam tiradas de entre vós”.

5 – Não responda com raiva.
Use palavras brandas e respostas bondosas.

Prov. 15.1 “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura, suscita a ira”.

6 – Não use o silêncio para frustrar o seu familiar.

Se hesita em responder, explique por quê. O silêncio prolongado pode ser interpretado como uma resposta negativa.

7 – Evite criar um ambiente de tensão em sua casa.

Prov. 10.19 “Na multidão de palavras não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente”.

8 – Quando estiver errado, admita e peça perdão.

Tiago 5.16 “Portanto, confessai os vossos pecados uns aos outros…” Quando lhe pedirem perdão, comunique que perdoou. Col 3.13: “Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós.”

9 – Não culpe ou critique o outro, mas, por outro lado, restaure, edifique.

Gálatas 6.1 “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma ofensa, vós, que sois espirituais, corrigi o tal com espírito de mansidão.”

10 – Procure entender uma opinião contrária à sua.
Coloque-se na situação do outro.

Efésios 4.2 “Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor.”

11 – Escolha o momento certo para se comunicar.

Prov. 15.23 “O homem alegra-se em dar resposta adequada, e a palavra a seu tempo quão boa é!”

Voltando, ainda, à escritura de I Pedro 3.7 e apesar dela ser dirigida especificamente aos maridos, nem por isso ela deixa de ser menos verdadeira ao ser aplicada a qualquer um de nós, se permanecermos nestes princípios da comunicação nos quais podemos meditar, então, podeis estar certos de que, por causa do “entendimento” da Palavra, as vossas orações não serão impedidas.

 

 
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