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Artigos Publicados
Discípulos ou Frequentadores?
Pr. Sidson Novais

Quando a igreja consegue pregar o evangelho e levar muitas pessoas a fazerem a oração de entrega a Jesus, isso já representa uma grande vitória. É necessário que a igreja tenha ousadia para inspirar as pessoas a receberem Cristo como o Salvador de suas vidas. Muitas igrejas já têm obtido grandes vitórias na pregação do evangelho. Algumas igrejas até conseguem atrair multidões para Cristo. No entanto, há uma questão a ser colocada: onde estão todos aqueles que trouxemos para Cristo?

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações…” (Mateus 28:19).

Para além de pregar o evangelho, a igreja tem um grande desafio: fazer discípulos para Cristo. Se alguém entregou a sua vida a Cristo mas não perseverou em Seus caminhos, não tornou-se discípulo. Discípulo é aquele que tem compromisso com o Mestre. Discípulo é aquele que ouve as Suas palavras e as pratica.

Há pessoas que deixaram de participar da vida da igreja e se justificam dizendo que servem a Deus em suas casas. Defendem-se dizendo que o importante é crer em Deus e tentar viver correctamente. Podem, com estas desculpas, até enganarem elas mesmas, mas jamais enganarão a Deus.

Quando Jesus disse para fazermos discípulos, Ele disse que deveríamos ensiná-los a guardar todas as coisas que Ele havia ordenado, ou seja, os novos discípulos devem assumir um estilo de vida que expresse compromisso com os propósitos e doutrina de Cristo.

“Ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado…” (Mateus 28:20).

Fomos chamados para ser e fazer discípulos! Quando trazemos pessoas para a igreja e não nos preocupamos em fazer delas verdadeiros discípulos de Cristo, elas então desenvolverão um estilo de vida descomprometido e serão facilmente desviadas dos caminhos de Deus. Não fomos chamados apenas para trazer pessoas para a igreja, fomos chamados para fazer discípulos para Cristo. O discípulo permanece; os frequentadores, vêm e vão.

Aqueles que são apenas frequentadores da igreja, não conseguem vencer a carne, o diabo e o mundo. Suas vidas estão repartidas, pois amam a Deus mas não conseguem viver conforme os Seus princípios. Os discípulos, ainda que não sejam perfeitos, estão sendo aperfeiçoados dia-a-dia!

O nosso desafio hoje é transformar os frequentadores da igreja em sinceros discípulos de Cristo. Há muito trabalho a ser feito! Se cada líder de Grupo de Vida se empenhar em transformar os frequentadores de seu grupo em discípulos comprometidos, a nossa igreja será poderosamente fortalecida. Quanto mais discípulos houver entre nós, mais unção haverá em nossas celebrações e ministérios.

 
Servir as Multidões e Fazer Discípulos
Pr. Sidson Novais

Na escolha de Seus discípulos, Jesus usou a seguinte expressão: “segue-me” (ver João 1:43). Naqueles dias, essa maneira de convocar uma pessoa não era assim tão estranha para aquele povo, pois outros profetas também tinham tido discípulos. João Baptista, o precursor de Jesus, também tinha os seus discípulo. Portanto, “Segue-me” tinha o seguinte significado: torne-se meu discípulo.

Ser discípulo, significava almejar SER como o mestre, VIVER como o mestre e FAZER as coisas que o mestre fazia.

Depois de escolher os seus discípulos e realizar alguns milagres, multidões de pessoas começaram a segui-Lo. Percebemos, pelos evangelhos, que Jesus estava sempre acompanhado por dois grupos de pessoas: os discípulos e a multidão. Os doze discípulos estavam sempre com Ele, mas em todos os lugares por onde passava também era seguido pelas multidões. É interessante ler a Bíblia e observar a maneira que Jesus se relacionava com essas multidões, pois é fácil observar que Ele as tratava de uma forma muito simpática.

Em Marcos 3: 7-8, vemos que as multidões o seguiam por causa das coisas que ele realizava. E em Marcos 12: 37, descobrimos que as multidões tinham prazer em ouvir os seus ensinamentos. Sabemos que as multidões que seguiam a Jesus eram compostas por vários tipos de pessoas. No meio daquelas multidões de dez ou quinze mil pessoas, havia certamente muita gente que vivia de uma forma muito contrária aos valores do Mestre. Ainda assim, Jesus estava sempre disposto a servi-las. Geralmente, as multidões eram constituídas por pessoas egoístas, interesseiras, críticas, sem compromisso, instáveis, mundanas, grosseiras, e etc. Entretanto, Jesus sempre tinha uma palavra para essas pessoas. Ele curava os seus enfermos, expulsava os seus demónios e até alimentava-as através do milagre da multiplicação de pães e peixes. Portanto, através da maneira que Jesus lidava com as multidões, os discípulos aprenderam a importância de servir bem a todas as pessoas.

Quando Jesus estava prestes a ascender aos céus, Ele comissionou Seus discípulos dizendo: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28:19). A ordem de Jesus era para que os discípulos fizessem discípulos, ou seja, eles deveriam servir às multidões mas nunca deveriam esquecer da essência de seus ministérios: fazer discípulos.    Hoje, o nosso ministério deve seguir o mesmo exemplo. Não podemos rejeitar e nem desprezar as multidões, ainda que estejam a viver em pecado. Enquanto ministramos às multidões, o Espírito Santo tocará os corações das pessoas e algumas delas desejarão tornar-se discípulos. Portanto, não podemos nos esquecer desse princípio em nossos ministérios: “Servir as Multidões e Fazer Discípulos”

As multidões devem ser tratadas com respeito, consideração e amor. Temos que oferecer-lhes uma palavra de Deus, com cura, libertação, aconselhamento e outras formas de apoio.

Em relação aos discípulos, eles não estarão apenas na posição de receber e ser ministrados. Dos discípulos, espera-se um certo posicionamento responsável e comprometido. Jesus sempre soube diferenciar a maneira de lidar com as multidões da maneira de lidar com os discípulos. O “preço” para os discípulos sempre foi mais alto!

Sabendo que havia pessoas em meio às multidões que desejavam se tornar seus discípulos, Jesus dizia antecipadamente quais eram as exigências: “Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lucas 9:23). Ao lermos Lucas 9: 57 a 62, percebemos que o nível de comprometimento que Jesus esperava dos discípulos era altíssimo. De um discípulo, espera-se um carácter aprovado, uma dedicação sacrificial, relacionamentos maduros e saudáveis, serviço frutífero e um constante aperfeiçoamento.

Concluímos, dizendo que o nosso ministério precisa aprender a servir melhor às multidões, para que mais pessoas sintam-se atraídas para Deus. E, das multidões bem alimentadas, Deus levantará novos discípulos para realizar o ministério com graça e autoridade.

 
A Paixão que te move
Pr. Sidson Novais

Geralmente, fazemos o que fazemos movidos por algum tipo de sentimento. Algumas pessoas são movidas pelo simples desejo de sobrevivência, enquanto outras são movidas por grandes ambições. Alguns são movidos por tarefas e obrigatoriedades, mas também há os que são movidos por uma paixão que encheu os seus corações.

A paixão é um “amor ardente” ou uma “grande inclinação”. Quem tem uma paixão, tem a força necessária para viver uma vida que vale a pena ser vivida. Como servos de Deus, temos que ser movidos pela paixão que Deus coloca dentro de nós. Felizes são aqueles que um dia foram tocados por Deus e ganharam uma paixão por servi-lo!

“O que adoramos determina aquilo em que nos transformamos” (Harvey F. Ammerman)

Que a nossa paixão pela obra de Deus seja tão grande ao ponto de podermos nos identificar com essas palavras proferidas por Jesus: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e fazer a sua obra” (João 4:34). Jesus estava tão comprometido com a salvação da humanidade, que costumamos chamar o Seu sacrifício de “a paixão de Cristo”.

A paixão que nos move determinará o estilo de vida que assumiremos.

A paixão que nos move determinará o carácter que vamos edificar e expressar.

A paixão que nos move determinará a qualidade das nossas realizações.

A paixão que nos move determinará o entusiasmo e o ritmo em que vamos viver.

Em suma, estar “vivo”, no sentido mais profundo desta palavra, é viver movido por uma paixão.

 
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