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Artigos Publicados
Os 4 Propósitos dos Grupos de Vida
Pr. Sidson Novais
01 :: Evangelização

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, baptizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28:19).
 
O grupo de vida pode, e deve, ser um óptimo instrumento de evangelização.

Através dos grupos de vida, ressaltamos a evangelização por meio das amizades. O ambiente informal de um pequeno grupo torna-se encorajador para que os participantes levem convidados.

“E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo” (Actos 5:42).

02 :: Comunhão
    
“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (João 13:34 e 35).

No contexto do grupo os novos convertidos são bem acolhidos, novas amizades são feitas e relacionamentos já existentes são aprofundados.

O grupo de vida facilita bastante a interacção dos participantes.

“Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (I João 1:7).

03 :: Edificação

“Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação” (Romanos 15:2).

O crescimento espiritual dos seus participantes é um dos propósitos do grupo de vida.

Um participante assíduo de um grupo de vida será inspirado a iniciar e manter um relacionamento de intimidade com Deus e terá apoio para investir no seu crescimento em maturidade cristã.

“Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão em vosso coração” (Colossenses 3:16).

04 :: Multiplicação

“Fazer discípulos, que fazem discípulos” é o melhor fruto que um grupo de vida pode dar.

Quando um grupo de vida atrai pessoas para Jesus e integra essas pessoas na comunhão dos irmãos, uma grande vitória já foi conquistada. No entanto, ainda há mais para ser feito: as pessoas integradas precisam crescer em maturidade cristã e também devem ser capacitadas para servir os outros com o evangelho que elas receberam.

“Consideremo-nos também uns aos outros para nos estimularmos ao amor e às boas obras” (Hebreus 10:24).

Quando um grupo de vida alcança esses propósitos, ele terá crescido em quantidade e em qualidade. Sendo assim, o grupo poderá se multiplicar em dois novos grupos.
 
Ver as situações na Perspectiva de Deus
Pr. Sidson Novais
Texto Base: II Reis 6:8-18

8 O rei da Síria fez guerra a Israel e, em conselho com os seus oficiais, disse: Em tal e tal lugar, estará o meu acampamento.
9  Mas o homem de Deus mandou dizer ao rei de Israel: Guarda-te de passares por tal lugar, porque os siros estão descendo para ali.
10  O rei de Israel enviou tropas ao lugar de que o homem de Deus lhe falara e de que o tinha avisado, e, assim, se salvou, não uma nem duas vezes.
11  Então, tendo-se turbado com este incidente o coração do rei da Síria, chamou ele os seus servos e lhes disse: Não me fareis saber quem dos nossos é pelo rei de Israel?
12  Respondeu um dos seus servos: Ninguém, ó rei, meu senhor; mas o profeta Eliseu, que está em Israel, faz saber ao rei de Israel as palavras que falas na tua câmara de dormir.
13 Ele disse: Ide e vede onde ele está, para que eu mande prendê-lo. Foi-lhe dito: Eis que está em Dotã.
14  Então, enviou para lá cavalos, carros e fortes tropas; chegaram de noite e cercaram a cidade.
15  Tendo-se levantado muito cedo o moço do homem de Deus e saído, eis que tropas, cavalos e carros haviam cercado a cidade; então, o seu moço lhe disse: Ai! Meu senhor! Que faremos?
16  Ele respondeu: Não temas, porque mais são os que estão connosco do que os que estão com eles.
17  Orou Eliseu e disse: SENHOR, peço-te que lhe abras os olhos para que veja. O SENHOR abriu os olhos do moço, e ele viu que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu.
18  E, como desceram contra ele, orou Eliseu ao SENHOR e disse: Fere, peço-te, esta gente de cegueira. Feriu-a de cegueira, conforme a palavra de Eliseu. 

Após ler essa história, com qual personagem tu mais te identificas? Com o rei da Síria? Com o servo de Eliseu? Ou com o próprio Eliseu?

Como tu vês e enfrentas as situações da vida? Tens sido realmente parecido com Eliseu?

Vejamos abaixo quatro maneiras diferentes de lidar com os acontecimentos de nossas vidas:

1 – Analisar todos os acontecimentos do ponto de vista meramente humano.

» O rei da Síria não conhecia a Deus e por isso via tudo na perspectiva humana (verso 11).

Há muitas pessoas parecidas com esse rei da Síria. São pessoas que só conseguem ver o natural. Elas não percebem que estão em pecado ou contra os propósitos de Deus. Essas pessoas estão sempre à procura de um culpado para os seus problemas e fracassos.

2 – Tentar resolver os problemas na força da carne.

» O rei da Síria, mesmo depois de saber que era Deus quem frustava os seus planos, insistiu nos seus intentos ignorantes e quis prender o profeta de Deus (versos 13 e 14).

Da mesma maneira, há pessoas que mesmo depois de descobrirem que os seus fracassos são devidos a factores espirituais, querem resolver a situação de maneira natural. Estão constantemente a lutar contra os tratamentos e instrumentos de Deus. São pessoas que sempre levam as coisas para o lado pessoal e pensam que mudarão as situações por meio da força da carne.

3 – Ficar desesperado por não conseguir visualizar um escape.

» O servo de Eliseu ficou apavorado quando viu a cidade cercada pelas tropas sírias (versos 15 e 17).

Da mesma maneira, há pessoas que já tiveram experiências com Deus e já viram o poder de Deus agindo em seu favor, mas ainda não conseguem confiar Nele nos momentos de dificuldades e pressões. Essas pessoas estão a precisar de intimidade com Deus, carecem de consistência na fé, precisam aprender a fluir no sobrenatural de Deus.

4 – Decidir crer e descansar nas promessas de Deus.

» Eliseu, o profeta, conseguia ver a mão invisível de Deus protegendo a sua vida (versos 16 a 18).

Da mesma maneira, há também aquelas pessoas que conhecem a Deus e, por isso, vêem todas as coisas com os olhos espirituais, na perspectiva de Deus. Recusam-se a ficar presas na visão humana. São pessoas que ousam confiar plenamente em Deus.

Que tipo de pessoa és tu diante dos desafios?

É tempo de crescermos em fé para podermos desfrutar das maravilhosas promessas de Deus para as nossas vidas.
 
Coisas Boas e Coisas Más
Pr. Sidson Novais

“Isto é uma coisa boa... aquilo é uma coisa má... “ Quando algo nos acontece, somos rápidos em definir se aquilo se enquadra na lista das coisas boas ou na das coisas más. De alguma maneira, temos uma necessidade de avaliar as circunstâncias da vida de acordo com estes dois parâmetros. Só que agir assim é simplificar demais a vida.

Tempos atrás, numa pequena aldeia, um rapaz de dezoito anos sofreu uma queda enquanto andava a cavalo e fracturou gravemente uma das pernas. Os vizinhos iam visitá-lo em casa e diziam todos “mas que coisa má aconteceu a este rapaz... ele ficará mais de quatro meses sem andar!” Mas o pai do rapaz sempre expressava outra opinião: “afinal, ainda não sabemos se o que lhe aconteceu é bom ou mau”. Com isso, os vizinhos ficavam sem entender os comentários daquele pai que parecia não saber avaliar os acontecimentos da vida.

Dez dias depois, estourou uma guerra e todos os rapazes saudáveis daquela aldeia tiveram que engrossar as fileiras da frente de uma forte batalha. E assim, o desagradável acidente daquele rapaz proporcionou-lhe a sua sobrevivência. Agora, o pai do rapaz era invejado pelos vizinhos que tinham os seus jovens filhos envolvidos numa perigosa batalha. Aquele pai somente recusou-se a avaliar precipitadamente os pequenos incidentes da vida.

Na Bíblia, vemos uma situação de certa forma semelhante. José, um jovem rapaz de dezassete anos, foi tirado do seu lar e levado, como escravo, para o Egipto. Qualquer avaliação rápida da situação de José levar-nos-ia a classificá-la como uma coisa má. E, de facto, numa avaliação a breve tempo era mau. Porém, a longo prazo seria benéfica. Se não conhecêssemos o final dessa história, dificilmente conseguiríamos intuir que daquela situação de perda na vida de José muitas coisas boas aconteceriam. José ganhou muito com a sua tribulação! A família de José foi directamente beneficiada pelos anos de dificuldades que José teve que enfrentar. Muitos povos tiveram a sua existência preservada pelo desenrolar magnífico daquele infortúnio de José.

“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor”
Isaías 55:8

As nossas avaliações rápidas e automáticas têm pouca durabilidade. A nossa agilidade em colocar as coisas no lado esquerdo ou direito de uma lista de coisas boas e coisas más muitas vezes nos impede de perguntar a Deus o que Ele pode e deseja fazer com aquela situação.Temos que ser humildes para reconhecer que as visões que temos acerca das circunstâncias da vida são muito limitadas. E as nossas avaliações dessas circunstâncias são muito tendenciosas. Entretanto, Deus vê o que não vemos, sabe do que não sabemos e pode fazer aquilo que não podemos.

“Porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos dos que os vossos pensamentos”
Isaías 55:9

E que tal se passássemos a pensar não somente nas avaliações de breve prazo mas também nas de longo prazo?

E se elevássemos a nossa fé ao ponto de acreditar que até os incidentes maus vão, de alguma maneira, contribuir para um bem maior?

E se deixássemos Deus ser Deus nas nossas vidas?

 
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