| Servir as Multidões e Fazer Discípulos |
| Pr. Sidson Novais |
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Na escolha de Seus discípulos, Jesus usou a seguinte expressão: “segue-me” (ver João 1:43). Naqueles dias, essa maneira de convocar uma pessoa não era assim tão estranha para aquele povo, pois outros profetas também tinham tido discípulos. João Baptista, o precursor de Jesus, também tinha os seus discípulo. Portanto, “Segue-me” tinha o seguinte significado: torne-se meu discípulo. Ser discípulo, significava almejar SER como o mestre, VIVER como o mestre e FAZER as coisas que o mestre fazia. Depois de escolher os seus discípulos e realizar alguns milagres, multidões de pessoas começaram a segui-Lo. Percebemos, pelos evangelhos, que Jesus estava sempre acompanhado por dois grupos de pessoas: os discípulos e a multidão. Os doze discípulos estavam sempre com Ele, mas em todos os lugares por onde passava também era seguido pelas multidões. É interessante ler a Bíblia e observar a maneira que Jesus se relacionava com essas multidões, pois é fácil observar que Ele as tratava de uma forma muito simpática. Em Marcos 3: 7-8, vemos que as multidões o seguiam por causa das coisas que ele realizava. E em Marcos 12: 37, descobrimos que as multidões tinham prazer em ouvir os seus ensinamentos. Sabemos que as multidões que seguiam a Jesus eram compostas por vários tipos de pessoas. No meio daquelas multidões de dez ou quinze mil pessoas, havia certamente muita gente que vivia de uma forma muito contrária aos valores do Mestre. Ainda assim, Jesus estava sempre disposto a servi-las. Geralmente, as multidões eram constituídas por pessoas egoístas, interesseiras, críticas, sem compromisso, instáveis, mundanas, grosseiras, e etc. Entretanto, Jesus sempre tinha uma palavra para essas pessoas. Ele curava os seus enfermos, expulsava os seus demónios e até alimentava-as através do milagre da multiplicação de pães e peixes. Portanto, através da maneira que Jesus lidava com as multidões, os discípulos aprenderam a importância de servir bem a todas as pessoas. Quando Jesus estava prestes a ascender aos céus, Ele comissionou Seus discípulos dizendo: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28:19). A ordem de Jesus era para que os discípulos fizessem discípulos, ou seja, eles deveriam servir às multidões mas nunca deveriam esquecer da essência de seus ministérios: fazer discípulos. Hoje, o nosso ministério deve seguir o mesmo exemplo. Não podemos rejeitar e nem desprezar as multidões, ainda que estejam a viver em pecado. Enquanto ministramos às multidões, o Espírito Santo tocará os corações das pessoas e algumas delas desejarão tornar-se discípulos. Portanto, não podemos nos esquecer desse princípio em nossos ministérios: “Servir as Multidões e Fazer Discípulos” As multidões devem ser tratadas com respeito, consideração e amor. Temos que oferecer-lhes uma palavra de Deus, com cura, libertação, aconselhamento e outras formas de apoio. Em relação aos discípulos, eles não estarão apenas na posição de receber e ser ministrados. Dos discípulos, espera-se um certo posicionamento responsável e comprometido. Jesus sempre soube diferenciar a maneira de lidar com as multidões da maneira de lidar com os discípulos. O “preço” para os discípulos sempre foi mais alto! Sabendo que havia pessoas em meio às multidões que desejavam se tornar seus discípulos, Jesus dizia antecipadamente quais eram as exigências: “Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lucas 9:23). Ao lermos Lucas 9: 57 a 62, percebemos que o nível de comprometimento que Jesus esperava dos discípulos era altíssimo. De um discípulo, espera-se um carácter aprovado, uma dedicação sacrificial, relacionamentos maduros e saudáveis, serviço frutífero e um constante aperfeiçoamento. Concluímos, dizendo que o nosso ministério precisa aprender a servir melhor às multidões, para que mais pessoas sintam-se atraídas para Deus. E, das multidões bem alimentadas, Deus levantará novos discípulos para realizar o ministério com graça e autoridade. |